sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Na Colômbia, programa Bom Começo aposta na intersetorialidade para o desenvolvimento da infância

Atividade em um dos jardins infantis. Foto: Reprodução

A cidade de Medellín, na Colômbia, foi fonte viva dos noticiários nas décadas de 80 e 90: níveis muito altos de violência, ausência de políticas públicas, intenso tráfico de drogas, e muitas vulnerabilidades sociais. Contudo, de meados de 1990 em diante, a cidade se reinventou  - a partir de ações integradas do poder público, com apoio da sociedade civil e população em geral, o município foi capaz de reverter o quadro social presente, ampliando a oferta de oportunidades educativas e qualidade de vida de toda a população.
Entre as ações, com foco específico às populações de baixa renda, a prefeitura desenvolveu, em 2004, o programa Bom Começo (Buen Comienzo). Segundo o sistema de identificação para potenciais beneficiários para programas sociais (SISBÉN), as atividades são direcionadas às populações de zonas periféricas, e que apresentam baixos níveis escolares, dificuldades econômicas, trabalhos instáveis e altas taxas de desemprego e de problemas de saúde, como desnutrição.
O programa, efetivamente implantado em 2006, atende de forma integral e por esforços multissetoriais, as crianças desde a gestação até os cinco anos de idade. Fundamentalmente, as ações se estruturam intersetorialmente, tanto na adequação de infraestruturas, quanto na formação dos agentes envolvidos. Assim, as crianças passaram a receber – por um mesmo fio condutor – atenção integral da Assistência Social, de nutricionistas, psicólogos, professores e outros agentes da comunidade escolar. Ao mesmo tempo, a ter acesso a serviços de alimentação, esportivos e recreativos.
De acordo com a prefeitura, o programa visa assegurar os processos de educação inicial a favor do desenvolvimento integral da primeira infância, em ambientes saudáveis e seguros, com apoio da família e adultos da comunidade. Para os proponentes, a articulação intersetorial é fundamental para o desenvolvimento do programa, pois a garantia ao direito da infância é por si só complexo e necessariamente 

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