quinta-feira, 27 de setembro de 2012

As crianças e a mídia: uma abordagem sob a ótica dos Estudos Culturais



 Segue a dica de um artigo de David Buckingham, link abaixo.


Ao desafiar a psicologia tradicional e a pesquisa sobre os efeitos da mídia, o texto propõe uma abordagem para estudo das correlações das crianças com a mídia, com foco na televisão, retomando a abordagem dos Estudos Culturais, embora as pesquisas do Centro de Birmingham não tenham se dedicado a essa faixa etária. O trabalho utiliza o modelo de circuito cultural, refuta a visão de significado como algo que a mídia distribui a públicos passivos e afirma que o público é ativo, mas atua sob condições que não são de sua própria escolha. No caso das crianças, suas relações com a mídia são estruturadas e restringidas por discursos e instituições sociais mais amplos, que procuram definir a infância de determinadas formas.

Palavras-chave: Estudos Culturais, crianças, televisão, circuito cultural, significados

http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/339

Projeto Territórios do Brincar



Em muitas regiões do país, as brincadeiras tradicionais continuam bastante vivas. E para mapeá-las e difundi-las, uma dupla está percorrendo os cinco cantos do Brasil para dar vida ao projeto Territórios do Brinar, iniciativa que pretende escutar, trocar saberes e registrar a cultura infantil brasileira.
A educadora Renata Meirelles e o documentarista David Reeks são os responsáveis pelo projeto que iniciou em abril deste ano. Ao todo, a dupla vai percorrer sete regiões diferentes até dezembro de 2013. Após a viagem, a jornada vai se tornar um longa-metragem, um livro e uma série para a TV, além de exposições, cursos e palestras. A iniciativa é apoiada pelo Instituto Alana, ONG que desenvolve projetos voltados à infância.
O Projeto Território do Brincar é um trabalho de escuta, intercâmbio de saberes, registro e difusão da cultura infantil.
Entre abril de 2012 e dezembro de 2013, a equipe do Projeto estará na estrada percorrendo o Brasil por comunidades rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral, revelando o país através dos olhos de nossas crianças.
Coordenado pela educadora Renata Meirelles e pelo documentarista David Reeks, o Território do Brincar tem seu foco nas sutilezas do brincar, nos gestos e palavras que apresentam a essência da infância de toda criança.
Os registros em filmes, fotos, textos e áudios serão disponibilizados nesse site conforme o decorrer do trajeto, e em futuras publicações e documentários criando, dessa forma, um diálogo sobre as nuances da infância brasileira.
Um trabalho que se amplia através da parceria com o Instituto Alana, escolas parceiras e apoiadores. O objetivo é ouvir o Brasil a partir da voz das nossas crianças, que a um só tempo retratam a universalidade da infância e refletem e espelham o povo que somos.

http://www.territoriodobrincar.com.br/


/http://ponto.outraspalavras.net/2012/09/24/projeto-mapeia-brincadeiras-infantis-de-todo-brasil/

IV Encontro Brasileiro de Educomunicação


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Jóvenes, CulturasUrbanas y Redes Digitales

 Tendo a coordenação geral de Néstor García Canclini, o livro Jóvenes, CulturasUrbanas y Redes Digitales (disponível on-line no link) faz o mapeamento e a análise de práticas emergentes no âmbito das artes, edição e música, por parte de jóvens do México e da Espanha.

Como nota, no diálogo introdutório à obra, Canclini: “una de las motivaciones de este estudio es la incomodidad que sentimos con ciertas explicaciones que tratan de dar cuenta, con viejas herramientas, de procesos que son muy nuevos”. Assim, entender o fechamento de livrarias ou dos cinemas como perda de importância da leitura ou das narrativas fílmicas é uma compreensão simplificadora, tendo em vista que as novas gerações desenvolvem outros tipos de relacionamentos com essas práticas. “No sienten que un medio venga a sustituir al otro. Ni que los libros o los cines vayan a desaparecer. Se reubican en procesos que son mucho más complejos”, diz ele.

Os estudos de caso do trabalho utilizam métodos etnográficos, para captar os processos  socioculturais de mudança, que são aparentemente tendências internacionais, transfronteiras, relacionados com a produção e a apropriação de bens culturais.


http://www.articaonline.com/wp-content/uploads/2011/07/jovenes_culturas_urbanas_completo.pdf

Sobre a Rede

O conceito de rede enquanto movimento social é tomado como ação coletiva, como estratégia de mobilização sociopolítica  tendo como base as relações sociais que ultrapassam os limites locais de interação do político, do cultural, do social. No sentido de alfabetização conferido por Paulo Freire de que esta se dá por meio da leitura de mundo, a saber, pelo exercício da cidadania, a rede consolida-se como o espaço onde se efetivam o reconhecimento no coletivo. Espaço de ressignificações, empoderamento, associações, alteridades, reinvindicações, produção de conhecimento, enfim, "leitura e escrita de mundo" como diria Freire.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Crianças Preferem Tirar Dúvidas no Google do que Consulta Pais

Recebi esta notícia de um colega, Silvio Costa Pereira, achei bastante oportuno com a discussão aqui proposta:
"Pesquisa inglesa com 600 crianças entre 6 e 15 anos conclui que eles preferem o Google aos pais ou professores quando o objetivo é tirar dúvidas. A ausência dos pais e o imediatismo dessa nova geração é apontado como fatores que podem estar levando a essa 'independência'. Se alguém souber que pesquisa foi essa, please, compartilhe. A notícia eu vi em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,para-tirar-duvidas-criancas-preferem-google-aos-pais-,934587,0.htm. A matéria é bem interessante pois aborda a importância de criar seu próprio texto a partir de diversas fontes, fala da questão da autoria, etc."
 O link oficial: 
http://www.birminghamsciencecity.co.uk/news/kids-prefer-to-google-it-than-ask-teachers-or-pare/ 
 
valeu;)

II Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos

http://www.gelbc.com.br/atividades_andamento.html

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Data: 24 e 25 de setembro de 2012.

Local: Auditório 1 do Instituto de Ciências Biológicas – Universidade de Brasília

O Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea convida para a terceira edição da Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos. Dando prosseguimento e ampliando as discussões sobre as narrativas gráficas e suas relações, alcances, disputas no campo literário, o evento consistirá de apresentação de trabalhos, palestras com convidadas(os), oficinas, lançamentos sobre o tema. O público alvo é composto de pesquisadoras(es), estudantes, profissionais da área e interessadas(os) em geral, que poderão participar com a apresentação de trabalhos ou como ouvintes.

domingo, 23 de setembro de 2012

Desenho e Ressignificação

Éstetica, arte, criação.. pra quem faz, pra quem consome, ou mesmo na própria relação dialética, da interação, da relação, da interdependência de quem faz e de quem interpreta, do todo e das partes. O desafio e a sede de aprender, aprender com o improvável, hoje discuti sobre um vídeo com meu filho de cinco anos. O que dizer da indústria cultural, cultura de massa, cultura acrítica, ideologia midiática quando a gente pensa em conceitos como receptividade, apropriação, ressiginificação, agenciamento... conceitos complexos de adulto, mas comunicavéis, ricos pelas possibilidades das linguagens. Falo do vídeo que assisti com ele e posso dizer que desse encontro aprendi mais do que ensinei. Compartilho com vocês.


http://www.youtube.com/watch?v=ps2x29MvfEU

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fndc Democratização da Comunicação

Não deixe de assistir HOJE (18) os debates do Seminário de Políticas Públicas para Cultura e Comunicação. Transmissão ao vivo no site http://culturadigital.br/comunicadiversidade :
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11h00 às 13h30 - Desafios da promoção do di
reito à comunicação e do exercício necessário de expressão da diversidade cultural nas diversas mídias. Debatedores:

Beto Almeida (TV Cidade Livre e Telesur)
Roseli Goffman (FNDC e Conselho Federal de Psicologia)
Antonio Martins (Outras Palavras)
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14h30 - Desafios da promoção do direito à comunicação e do exercício necessário de expressão da diversidade cultural nas diversas mídias. Debatedores:

Luiza Erundina (Deputada Federal e FRENTECOM),
José Maŕcio Barros (PUC-Minas, UEMG e Observatório da Diversidade Cultural)
Miro Borges (Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
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15h30 - Por que Comunicar a Diversidade?
Debatedores:

Thiago Skárnio (Pontão Ganesha de Cultura digital e Alquimídia.org)
Alcione Carolina (Cultura e Comunicação / MinC)



http://www.facebook.com/photo.php?fbid=320571358041519&set=a.137289016369755.26270.100002659738653&type=1&relevant_count=1

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sobre filmes de/para/com crianças



Muito se tem produzido para crianças hoje, porém poucas crianças de fato têm sido produtoras de sua próprias Eis a criança, corpo pronto para receber a cultura. Do que se constituiria? Enquanto cultura, não podemos negar a importância da linguagem do desenho animado na sua consolidação. Dos milhares de desenhos animados, mangás, animês e cartoons, muitos carregam formativas e importantes mensagens enquanto perfazem-se em narrativas. A linguagem hoje predominante tem a ver com o discurso dominante: aquele perpassado pela indústria do consumo. A também conhecida indústria do sonho, muito além de uma visão maniqueísta, soube nos trazer bons filmes, de desenvoltura transcendente, de uma beleza estética e moral, a exemplo de muitos dos filmes da Disney. Muito se tem produzido, mas os canais que nos chegam são aqueles financiados pela máquina de produzir, aquela que com sua inerente contradição, tem conseguido reunir profissionais e artistas altamente qualificados ao longo de sua história. Por outro lado, hoje temos a possibilidade cada vez mais crescente de acesso a uma infinidade de filmes independentes e de alta qualidade. A popularização tecnológica tem podido de fato oportunizar grandes e boas produções, cujo movimento sinaliza uma nova era. As redes sociais têm possibilitado a difusão desses filmes, oportunizando a fomentação de novas identidades e culturas, mais horizontalizadas, colaborativas e movidas por afinidades. Aqui buscamos constituir num desses canais  de difusão, reflexão e produção de desenhos animados. O intuito aqui é poder falar, trocar, comentar, indicar filmes, partilhá-los. Vale tudo que remeta a desenho animado, band animé, cartoon, animé, importa a troca que toque em suas múltiplas linguagens, a começar pela expressão dos traços animados. O importante é quem sabe poder proporcionar reflexões e momentos ricos, frutos justamente do encontro entre os mundos adulto e infantil, juntos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Site: cultura infância

A primeira postagem própria é a de quem está começando remete a um link que reúne sites e informações sobre grupos de pesquisa antenados à discutir a infância sobre o prisma do conceito de cultura, ou seja, entendendo a infância como experiência vivida, contrução histórico-social. A partir desses grupos de estudo, um mundo se abre para a discussão da infância em rede. Além diso, o layout dele é bastante multimidiático, bonito, convidativo, ao mesmo tempo simples e fácil, como as coisas boas da vida, como a criança.


www.culturainfancia.com.br