A insatisfação que Samuel Levin sentia em relação à escola, e que via refletida na maioria dos seus colegas, era derivada de algo nada incomum nas salas de aula: desinteresse pelos objetos de estudo e, consequentemente, um aprendizado cheio de falhas e inconsistências.
Motivado por isso, e pela provocação de sua mãe, o garoto procurou a direção da escola com um projeto ambicioso. Segundo suas próprias palavras:
“[A] intenção era projetar uma escola na qual os estudantes estivessem completamente engajados e apaixonados pelo que estivessem aprendendo, tivessem a experiência de verdadeiramente obter maestria sobre algo, ou desenvolver expertise em algo, e onde estivessem aprendendo a aprender.”
O ingrediente principal para atingir esse objetivo seria a apropriação, pelos estudantes, do controle do seu próprio processo de aprendizado.
A direção da escola, talvez para a surpresa de Sam, acolheu a ideia e autorizou o desenvolvimento de um projeto piloto, durante um semestre. O grupo inicial tinha 8 alunos, dos 3 últimos anos de High School (equivalentes ao 1º, 2º e 3º ano do ensino médio no Brasil). O desempenho escolar prévio não foi levado em conta no processo de admissão. Assim, o grupo tinha desde alunos que tiravam nota máxima na maioria das matérias, até outros que obtinham notas bastante ruins.
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